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GTD: Fazendo as Coisas Acontecerem – Introdução

agosto 4, 2009

“Um paradoxo surgiu neste novo milênio: as pessoas melhoraram sua qualidade de vida, mas, ao mesmo tempo, os níveis de stress estão aumentando por estarem lidando com mais do que elas conseguem. É como se os olhos fossem maiores que a barriga. E a maioria das pessoas está, em algum nível, frustrada e atônita sobre como melhorar essa situação.”

A Arte de Fazer Acontecer – David Allen

Produtividade, fazer mais por menos e em menos tempo, atingir objetivos, ser dinâmico. Não é só em entrevistas de emprego que essas qualidades são necessárias. A tônica dessa Era é ser rápido como a Web, ter informações relevantes na ponta da língua e adquirir cada vez mais conhecimento.

Eu sinto falta justamente do contrário: conseguir relaxar e desligar a mente, conseguir me concentrar em uma única atividade e estar ali, presente, seja o que for. Isso pra mim é um exercício complicado, na verdade, uma vez que eu raramente consigo fazer uma coisa só. E ter várias ideias e pensamentos ao mesmo tempo – e preocupações com o que deveria ter sido feito e com o que está por vir – dificulta ainda mas o processo. Tentar meditar com a agenda cheia de pendências é inútil. Sinto como se tivesse gastando tempo precioso tentando desligar quando deveria estar a mil trabalhando.

Acontece que nós confiamos demais na nossa memória para lembrar do que temos que fazer e quando devemos agir. E nossa memória não é organizada, não possui marcadores ou pastas, nem despertador. O grande motivo pelo qual o GTD me fascinou tanto foi exatamente uma frase de Allen, absurdamente simples: nosso cérebro foi feito para pensar, não para guardar informações.

A força que fazemos para guardar dados, informações, datas e eventos é um desperdício de energia. E a falta de um sistema que nos propicie segurança de saber que na hora certa iremos lembrar daquele detalhe nos faz manter a informação na mente, sendo lembrada num esforço constante, para que, na hora que precisarmos, ela continue ali. Isso eleva o nível de stress, uma vez que nunca temos certeza de que estamos lembrando de tudo.

A questão é que é preciso esfoço e disciplina para fazer as coisas acontecerem (mas não é tanto assim também!), no entanto o método é fácil e combina muito com meu estilo de vida, com o que eu penso e acredito, indo muito além do que se propõe em relação à organização. Mais que isso, não é necessário seguir tudo à risca, é muito melhor adaptar o modelo à sua vida e extrair o máximo dele, otimizando suas ações e utilizando, dentro das muitas ferramentas disponíveis, as que mais combinam com você e com seu estilo de vida.

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